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Sulcador com abas

  • 30/10/2019

Comparativo entre a sulcação com sulcador com abas e o convencional no plantio por MEIOSI, no semi mecânico e no mecânico com distribuidora de mudas.

O sulcador convencional apresenta algumas desvantagens, dentre elas:

 1 – Desuniformidade na profundidade do sulco, decorrente de retorno do solo da superfície para dentro do sulco. Esse assoreamento provoca desnivelamento do fundo do sulco, o que leva a colocação das mudas no sulco em diferentes alturas.  Com isso a altura da camada de solo de cobrição das mudas é variável, permanecendo maior para aquelas que se encontram em posições mais baixas no fundo do sulco e menor para aquelas que se encontram em posições mais elevadas no fundo do sulco.

Altura da camada de solo de cobrição menor que 5 cm ou maior 12 cm prejudica a brotação e o desenvolvimento do broto. Em condições pouco favoráveis de calor e umidade, resulta em vão sem brotação mesmo com a presença de mudas no sulco.

2 – Alto grau de entorroamento – o solo que retorna para o sulco é da parte superficial do solo, mais seca e onde se encontram os torrões e a biomassa. Quando dentro do sulco torrões e biomassa reduzem o contato íntimo do solo com a muda, o que prejudica a transmissão do calor e da umidade, prejudicando a brotação das gemas e o desenvolvimento dos brotos. Em condições pouco favoráveis ou desaforáveis de calor e umidade as gemas não brotam, mesmo com a presença de mudas no sulco. .

3 – Impossibilidade de incorporar a biomassa que existe na superfície do solo. A condição para aproveitar a biomassa existente na superfície do solo é que ocorra sua transformação em matéria orgânica. Sem incorporação a grande maioria da biomassa se mumifica, sem transformar-se em matéria orgânica.

Com o objetivo de reduzir todas essas desvantagens, Casagrandi e Casagrandi Engenheiros Associados (CCEA) desenvolveu em parceria com Agromatão um sulcador com abas, que apresenta as seguintes vantagens sobre o convencional:

– Cobre a superfície lateral dos sulcos incorporando a biomassa, o que permite melhor aproveitamento da matéria orgânica e a eficiência dos herbicidas;

– Nivela a superfície do solo facilitando as demais operações mecânicas de aplicação de herbicida e nivelamento de sulco de plantio (“quebra lombo”);

 – Assegura a uniformidade da profundidade do sulco, pois evita o retorno de solo para dentro do sulco, o que provocaria seu assoreamento;

– Assegura maior uniformidade da altura da camada de solo de cobrição das mudas, por estarem em canadas mais uniformes no fundo dos sulcos;

– Reduz a ocorrência de vãos sem brotação decorrente da falta ou excesso da camada de solo de cobrição;

 – Reduz o grau de entorroamento no sulco, por reduzir o retorno de solo da superfície onde se encoram a maioria dos torrões, evitando o aparecimento de vãos sem brotação;

– Reduz os riscos de assoreamento do sulco pela eliminação das cristas dos sulcos.

O equipamento convencional disponível poderá ser aproveitado, bastando apenas a substituição dos sulcadores, mantendo-se a estrutura, depósitos e dosadores de fertilizantes do mesmo. Alem do baixo custo dos sulcadores, estes poderão ser confeccionados em oficina própria.