contato@casagrandi.agr.br

Programa de Melhoria

Programa de Melhoria da Qualidade, da Eficiência das Operações Agrícolas, da Manutenção Automotiva de Lavoura e Capacitação de Equipes do Setor Bioenergético

 

O principal protagonista desse programa é aquele que realiza a operação, ou seja, o operador. Para tanto deve ser capacitado nos quatro principais pilares da operação:

  • Regras gerais de segurança e uso de EPIs;
  • Estado de conservação dos equipamentos (checklist);
  • Regulagens e passo a passo da operação;
  • Qualidade da operação.

Tudo deve ser feito para que ele domine o conteúdo do Procedimento Operacional Padrão (POP) nesses quatro pilares.

A responsabilidade de capacitar deve ser do gestor. Toda equipe de alto desempenho tem obrigatoriamente, um bom gestor, aquele que: conhece detalhadamente seu trabalho, tem habilidade em conduzir pessoas, habilidade em melhorar métodos, conhece sua responsabilidade e, acima de tudo, sabe instruir, capacitar, acompanhar e corrigir até obter o resultado.

 

Se o gestor não souber capacitar, pouco valerá seu conhecimento. Não é o gestor a figura que garante a qualidade e a eficiência da operação — ele tem apenas a intenção de fazer certo. A única figura que pode garantir a qualidade e a eficiência da operação é aquele que a executa, ou seja, o operador. Portanto, se o gestor não capacitar o operador, acompanhar a operação e corrigir desvios, estes continuarão a ocorrer.

 

A capacitação de operadores realizada de forma indireta com a participação de um instrutor levará a um insucesso, pois:

  • Se a responsabilidade de capacitar for transferida para um instrutor, o gestor se afastará da responsabilidade de ensinar. Pode até reconhecer que existe uma oportunidade de melhoria em determinada fase da operação, porém, não sendo a capacitação sua responsabilidade, ele a transfere para o instrutor;
  • Muitas vezes o gestor não conhece profundamente seu trabalho. Se utilizar um instrutor, não irá aprender. Se não souber a forma correta de fazer, aceitará aquela que for entregue por aquele que a executa como a certa;
  • O instrutor não tem ascendência hierárquica sobre o operador. Se o instrutor capacitar o operador em determinado procedimento operacional e o gestor não acompanhar seu cumprimento ou ainda desviar o foco do procedimento, este será perdido;
  • A presença do instrutor é esporádica. A capacitação é um processo contínuo, permanente e diário que exige a participação do gestor, aquele que acompanha a operação 24 horas por dia. Sem persistência, não haverá mudança.

O instrutor poderá até ser uma opção, porém sempre no sentido de capacitar o gestor. Cabe exclusivamente ao gestor capacitar suas equipes de operadores. 

Vale ainda lembrar que não é suficiente implantar novas tecnologias ou mecanismos de controle (monitoramento remoto, auditorias). É necessário que cada um desempenhe suas funções a contento e, que gestores conheçam as causas dos desvios e sejam capazes de capacitar a equipe na forma de corrigir esses desvios.

Pensando nisso, desenvolvemos um programa capaz de descrever a melhor forma de executar determinada operação agrícola, nivelar o conhecimento retido no POP de gestores a operadores e criamos ferramentas para: autoavaliação dos operadores, avaliação dos gestores, equipes de monitoramento, para medição da aderência ao POP e elaboração de planos de ação sempre que for constatado desvio no POP.

Trata-se do Programa de Melhoria da Qualidade, da Eficiência das Operações Agrícolas, da Manutenção Automotiva de Lavoura e de Capacitação de Equipes do Setor Bioenergético.

Fases do Programa:

 

Fase I

Diagnostico

Consta:

1 - Da avaliação em uma cultura implantada com até 4 meses de idade tida como a de melhor qualidade e, em outro extremo, em outra tida como a de menor qualidade, para entender as interferências que justificam as diferenças.

Será avaliado, por amostragem: 

- Desenvolvimento do sistema radicular;

- Ocorrência de vãos sem brotação e principais causas;

- Uniformidade da cultura (porte);

- Grau de desenvolvimento da cultura (volume da parte aérea);

- Vigor da cultura (coloração das folhas).

 

 2 - Da avaliação no local da operação para conhecer, por amostragem, para conhecer:

2.1 - O ambiente para preparo de solo — relevo, tipo de solo, existência da evidências de adensamento e/ou compactação;

2.2 - A metodologia utilizada para determinação da camada adensada/compactada no perfil do solo (expedita e laboratorial);

2.3 - Em havendo compactação: tipo de subsolador utilizado; o nivelamento horizontal e transversal; comprimento e largura das aletas; os ângulos de inserção horizontal e vertical das aletas na haste; o comprimento útil das hastes;

2.4 – O estado de conservação dos equipamentos utilizados nas atividades avaliadas e o uso do Checklist mecânico por parte do operador;

2.5 - A utilização de EPIs e os conceitos de Segurança do Trabalho praticados nas operações avaliadas;

2.6 - As oportunidades de melhoria observadas na qualidade da operações  avaliadas;

2.7 - A forma de utilização dos equipamentos que compõem a estrutura de apoio: oficina móvel, veículo-tanque para limpeza de equipamentos e combate a incêndios, área de vivência, veículo-comboio, existentes nas frentes avaliadas;

2.9 - Os conceitos sobre a preservação do meio ambiente praticados no local.

 

3 - Da análise dos dados contidos no banco de dados da Empresa Agrícola para conhecer, dentre outros aspectos:

3.1 - A capacidade operacional dos equipamentos utilizados nas operações mecanizadas;

3.2 - A disponibilidade mecânica da frota;

3.3 - As principais anomalias de natureza mecânica existentes.

4 - Da análise dos programas de formação e capacitação de mão de obra existentes na Empresa, com o objetivo de conhecer:

4.1 - O Procedimento Operacional Padrão de cada operação;

4.2 - O Procedimento de Avaliação da Qualidade de cada operação por parte dos gestores;

4.3 - O Procedimento de Avaliação da Qualidade de cada operação por parte dos operadores;

4.4 - Os processos de capacitação e treinamentos oferecidos;

4.5 -  A participação do RH na condução do Programa de Capacitação Continuada;

4.6 - A descrição de cargos e funções.

 

5 - Entrevista com gestores da operação para conhecer:

5.1 - Desafios enfrentados pela equipe (ouvir os colaboradores);

5.2 - O domínio do passo a passo dos pontos-chave da operação;

5.3 - O nível técnico e de gestão dos presentes no encontro.

 

As avaliações "in loco" deverão ser acompanhadas por representantes da Empresa que conheçam os locais onde se realiza a operação e possa realizar o deslocamento do consultor.

A CCEA se compromete a manter a confidencialidade para todas as informações recebidas e coletadas no diagnóstico.

As demais etapas deverão ser definidas em função do resultado do diagnóstico e constam das seguintes fases:

 

 

 

Fase II

Elaboração/Revisão do Procedimento Operacional Padrão (POP) para as particularidades da Empresa, a partir da versão CCEA.

 

Consta a descrição do passo a passo dos pontos-chave de cada operação, considerados a partir dos quatro principais pilares da operação:

1 - Regras gerais de segurança e uso de EPIS específicos para cada operação;

2 - Conservação do conjunto trator/implemento mediante uso da planilha de checklist;

3 - Regulagens e passo a passo da operação;

4 - Avaliação da qualidade da operação.

Atualmente, dispomos de cerca de 70 POPs descritos dentro desse conceito.

 

 

Fase III

Capacitação de Gestores

A partir dos POPs, capacitamos os gestores por meio da metodologia ECPA. Trata-se de um método de ensino que permite um aprendizado duradouro, que não se acaba dias após a capacitação.

Podemos dizer que se trata de um processo de educação para o trabalho, que é realizado exclusivamente no local de trabalho. Trata-se de um método inovador que combina desenvolvimento técnico, gestão, controle emocional, comunicação, criatividade, trabalho em equipe, com muita articulação entre teoria e prática, incentivando a criatividade.

O aprendiz aprende fazendo. Isso permite a construção de uma equipe operacional de alto desempenho.

 

É importante entender que dentre os requisitos exigidos para um gestor:

1 -  Conhecimento do trabalho a ser executado;
2 -  Habilidade em conduzir pessoas;

3 - Conhecimento de suas responsabilidades;

4 - Habilidade em melhorar métodos e processos;

5 - Habilidade em instruir.

A habilidade em instruir é a mais importante delas. Se o gestor não souber capacitar, pouco vale possuir as qualidades anteriormente citadas, pois não é ele quem executa as operações.

Nessa fase, nivelamos o conhecimento da equipe, implantamos as rotinas para uso dos gestores e certificamos os mesmos como instrutores na  metodologia de ensino do ECPA, onde se encontram inseridos conceitos de pedagogia, metodologia e didática.

 

IV
Capacitação de Operadores

Fase realizada pelos próprios gestores, que foram capacitados e certificados pela CCEA, utilizando a mesma metodologia do ECPA.

 

Fase V

Avaliação da operação nos quatro pilares pelos gestores, para correção de desvios

Para cada operação dispomos de uma planilha que pode ser impressa ou digital, com pontuação para cada pilar da operação, o que permitirá avaliar a aderência em cada um deles e, dessa forma, renovar a capacitação onde a aderência for menor que 80%.

 

Fase VI

Avaliação do pilar "qualidade da operação" pelos operadores, para correção de desvios

Dispomos de um Caderno de Bordo para cada operação, onde o operador avalia, no início de cada turno de trabalho, a qualidade da operação. Se não aderente ao POP, ele regula o implemento/colhedora/plantadora tantas vezes quanto necessário, até atingir a aderência. Caso não consiga por si só, contará com o apoio do gestor e/ou mecânico. 

É importante entender que, se não estiver aderente ao POP, a operação não deverá ser executada. Havendo desvio, a correção proporcionará um novo aprendizado e, portanto, uma capacitação continuada

 

Fase VII

Elaboração/Revisão do Procedimento para Avaliação da Qualidade das Operações Agrícolas

 

Para cada operação, dispomos de um procedimento para avaliação da qualidade da operação, conforme o POP, onde constam: local da avaliação, frequência, metodologia e aderência.

Dispomos de um procedimento com mais de 100 indicadores de qualidade das operações agrícolas.

 

Fase VIII

Auditoria interna da operação (monitoramento)

Embora o primeiro responsável pela qualidade da operação seja o operador, o segundo, o Líder; o terceiro, o Coordenador; e o principal, o Supervisor — para assegurar o cumprimento da qualidade da operação, uma equipe interna avalia com o mesmo critério e com frequência que pode variar de 10 a 15 dias, a qualidade de todas as operações agrícolas, mediante o uso do Procedimento para Avaliação da Qualidade das Operações Agrícolas.

Essa avaliação gera um relato que é disponibilizado para o Gerente, Diretor e para uso nas reuniões periódicas, com o objetivo de elaborar planos de ação para correção de desvios observados nas avaliações, indicando o responsável e a data para conclusão.

 

Fase IX

Auditoria externa da operação

Fase executada pela CCEA a critério da empresa contratante. Com as mesmas planilhas de avaliação utilizadas pelos gestores, consultores da CCEA realizam a avaliação das operações em andamento na ocasião da visita técnica.

São destacados os pontos fortes observados na visita técnica, as oportunidades de melhoria existentes e é elaborado, conjuntamente com a equipe local, um planos de ação para correção de desvios, indicando tipo de ação, responsável e o prazo de execução

 

Fase X

Preparo do Perpetuador

O Programa deve possuir um perpetuador, para que seja mantido em funcionamento durante a ausência da CCEA.

 

Nessa fase, a empresa designa um perpetuador, que acumulará essa função, assegurando a continuidade do Programa. O mesmo será preparado pela CCEA para essa função.